Mundivaga · Os convidados

Nona de Malaca

Nona de Malaca

Quinhentos anos depois, fala-se lá um português que Lisboa já não reconhece.

País
Malásia (Malaca)
Instrumento
Rebana e viola — o branyo, a dança dos Kristang — A ficha do instrumento ↗
Línguas
papia kristang, malais, anglais
A Palmi fala
Em casa da Nona ouvi palavras da minha terra numa boca que nunca viu o Tejo.

Malaca caiu em 1511 e os portugueses ficaram lá cento e trinta anos. O que sobreviveu não foi um forte nem uma bandeira: foi uma língua. O papiá cristão ainda se fala no bairro português, por algumas centenas de pessoas, e dança-se ao sábado em branyo, uma roda puxada pela rebana e pela viola. A Nona de Malaca é essa voz. Não canta um passado: canta o que ainda está de pé, e sabe que pode apagar-se durante a sua vida.

As suas canções

Ainda nenhuma canção publicada: a primeira escala deste membro está em preparação.